Caiçara confirma segundo foco de greening no Rio Grande do Sul

Caiçara confirma segundo foco de greening no Rio Grande do Sul
(Foto: Ascom/Divulgação)

O município de Caiçara confirmou um caso de greening, doença considerada uma das mais severas da citricultura, em pomares domésticos localizados na área urbana da cidade. Este é o segundo foco confirmado no Rio Grande do Sul.

O primeiro registro da doença no Estado ocorreu no fim de junho, em Palmitinho, onde as plantas infectadas foram erradicadas dias depois.

Com a nova confirmação, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em conjunto com a Emater e a Administração de Caiçara, após reunião de alinhamento, iniciou um plano de ação para conter a disseminação da doença. Equipes da fiscalização agropecuária realizam inspeções em todas as propriedades localizadas no entorno do foco identificado.

Os principais sintomas do greening incluem o amarelamento das folhas e a deformação dos frutos. Em caso de suspeita, é realizada a coleta de material vegetal, que é encaminhado para análise laboratorial. Quando a presença da bactéria é confirmada, os proprietários são orientados, conforme prevê a legislação, a realizar a erradicação imediata das plantas infectadas, medida considerada fundamental para impedir a disseminação da doença.

Durante reunião de alinhamento, a administração municipal também manifestou preocupação com a existência de viveiros comerciais clandestinos, que representam um risco para a propagação do greening. Na ocasião, a Seapi apresentou as diretrizes do Plano Estadual de Contingência e reforçou a orientação para que os produtores adquiram mudas exclusivamente de viveiros e fornecedores certificados, com garantia de origem e rastreabilidade.

Também foi destacado que qualquer suspeita da doença deve ser comunicada imediatamente aos órgãos de defesa agropecuária, permitindo a rápida adoção das medidas de controle. As autoridades reforçam que o greening não oferece risco à saúde humana e que o consumo das frutas permanece seguro. Entretanto, a doença provoca graves prejuízos à citricultura e, por isso, exige monitoramento constante e ação rápida para evitar novos focos no Estado.

Suseli Cristo

Suseli Cristo

jornalismo@universalfm.com.br

Publicado em: 14/07/2026, 15:01