Guia orienta sobre mudança no rastreamento do câncer de colo do útero

Guia orienta sobre mudança no rastreamento do câncer de colo do útero
(Foto: Divulgação)

A Fundação do Câncer lançou uma nova versão do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, dentro das ações do Janeiro Verde. Atualizado em relação à edição de 2022, o documento orienta profissionais de saúde sobre a transição do rastreamento no SUS, que passará gradualmente do exame Papanicolau para o teste molecular de DNA-HPV, incorporado ao sistema em 2024 e em fase de implementação desde setembro do ano passado, de forma progressiva nos Estados.

O guia já incorpora as novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, aprovadas pela Conitec, e destaca avanços recentes, como a ampliação da vacinação contra o HPV e a adoção de métodos mais sensíveis de detecção. Enquanto o Papanicolau identifica alterações celulares já instaladas, o teste de DNA-HPV detecta a infecção pelo vírus, ampliando a capacidade de diagnóstico precoce e a efetividade da prevenção.

O público-alvo do rastreamento permanece o mesmo no Brasil – mulheres de 25 a 64 anos –, evitando a coexistência dos dois métodos em uma mesma unidade de saúde. A periodicidade também muda: com resultado negativo no teste molecular, o intervalo entre exames pode chegar a cinco anos, contra três anos no método citológico, devido à maior sensibilidade do DNA-HPV.

Mulheres com resultado positivo para os tipos HPV 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero, são encaminhadas diretamente para colposcopia. Já aquelas com outros tipos de HPV oncogênico realizam citologia reflexa; se houver alterações, seguem para colposcopia, e, se o resultado for normal, repetem o teste de HPV em um ano, por estarem em risco intermediário.

Flavia lembra que a vacinação gratuita contra o HPV está disponível no SUS também para grupos prioritários, como pessoas com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos e vítimas de abuso sexual (9 a 45 anos), além de usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), medicamento antirretroviral tomado por pessoas sem HIV para prevenir a infecção.

Para mulheres na faixa de 20 a 45 anos, a vacina não está incorporada ao SUS e elas terão de recorrer ao setor privado de saúde. A partir dos 20 anos, a vacina é dividida em três doses e a decisão deve ser compartilhada entre a mulher e o profissional de saúde que a acompanha, para avaliação dos benefícios.

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Publicado por

Susi Cristo

Susi Cristo

jornalismo@universallfm.com.br

Publicado em: 08/01/2026, 14:21