Caso em Erechim expõe avanço de golpes virtuais com uso de inteligência artificial e polícia faz alerta

Caso em Erechim expõe avanço de golpes virtuais com uso de inteligência artificial e polícia faz alerta
(Foto: Divulgação)

Um caso registrado na cidade de Erechim ascende um alerta para o uso da inteligência artificial para aplicar golpes. Uma senhora foi abordada pela Brigada Militar, pois estava com seu carro estacionado em uma área proibida do Aeroporto de Erechim. Ao ser questionada, afirmou que estava no local aguardando a chegada do ator americano Brad Pitt, com quem ela teria um relacionamento amoroso.

A idosa garantiu que falava com o ator, inclusive por chamadas de vídeo, tendo certeza que se tratava do galã. No entanto, tudo não passava de uma farsa. Criminosos estão utilizando a inteligência artificial para criar vídeos falsos e ludibriar as vítimas. Em vários casos, pessoas perderam bens e dinheiro em golpes como esse.

Embora a vítima tenha afirmado que não realizou nenhuma transferência de dinheiro, o caso levanta preocupação pelo nível de sofisticação utilizado pelos criminosos. De acordo com o delegado titular da Draco de Passo Fundo, Venícius Demartini, a situação indica o uso da chamada deepfake, tecnologia que permite a reprodução realista de imagens e vídeos de pessoas reais por meio de inteligência artificial.

Segundo o delegado, esse tipo de golpe costuma seguir um padrão. Os criminosos constroem uma narrativa ao longo do tempo, criam vínculos emocionais com a vítima e só posteriormente tentam obter vantagens financeiras. “O objetivo, na maioria das vezes, é o estelionato. A pessoa é induzida a acreditar que está conversando com alguém de confiança, muitas vezes um famoso, até o momento em que surge o pedido de dinheiro”, explicou.

Além do prejuízo financeiro, há riscos à integridade física das vítimas. No caso de Erechim, a mulher foi orientada a se deslocar até o aeroporto, o que poderia tê-la colocado em situação de vulnerabilidade, inclusive sujeita a assaltos ou outros crimes.

O delegado ressalta que pessoas idosas costumam ser os principais alvos, por terem menos familiaridade com recursos tecnológicos. “Para qualquer pessoa já é difícil identificar uma deepfake, mas para quem tem menos contato com tecnologia essa dificuldade é ainda maior. O diálogo com familiares e a orientação constante são fundamentais para evitar golpes”, afirmou.

A orientação da Polícia Civil é desconfiar de contatos virtuais com pessoas desconhecidas, evitar o envio de dinheiro ou dados pessoais e, em caso de suspeita, procurar imediatamente a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência.

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Publicado por

Susi Cristo

Susi Cristo

jornalismo@universallfm.com.br

Autor: *Com informações Uirapuru

Publicado em: 06/01/2026, 08:27